quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Maioridade

Não há maioridade para o coração!
Em coração seremos sempre menores,
carecendo de mãos que afagam,
de palavras afetuosas que aconselham,
de presença que não nos deixa sentir
o frio da solidão!


Em coração seremos eternos infantes,
não importando se somos raspinhas do tacho
ou se desajeitados gigantes...
Para os nossos impetuosos e desajeitados corações
nada há de mais sagrado que o afago,
que o abraço protetor na hora das decepções.

Quando criança, choramos pelo pirulito
que o amiguinho distraído ou mal-intencionado
derrubou no chão...
Quando adultos, ainda mais choramos,
como se o nosso inevitável tamanho
não merecesse a mesma e abençoada atenção!
Tudo porque crescemos com o tempo,
mas permanecemos crianças
na simplicidade do coração!


Fonte: Um espelho só - Kelly Adriani Ferretti

terça-feira, 28 de setembro de 2010

No desenrolar das mágoas

http://tecciencia.ufba.br/viva-a-escrita/a-magia-da-escrita.jpg

Quando um aperto
do coração toma conta
e a alma é comprimida
por uma dor insana,
não vejo outra sábia saída
que não seja a escrita.

Independentemente do papel
e das linhas...
O que conta é a emoção
que proporciona cor como a tinta,
colorindo de ponta a ponta
muitas vez um beco-sem-saída.

É assim que me desfaço
das mágoas sofridas,
dos espinhos cravados
em mãos tão tímidas
que não se intimidam
quando ordenadas pela poesia.
Aliviando o peito que outrora
de tristeza tremia.
Salve a poesia:
aos versos incertos
a minha certa alegria!


Fonte: Um espelho só - Kelly Adriani Ferretti

Resistência ao pranto

geometriadapedra.blogspot.com

Dificilmente alguém me verá
entregue ao pranto...
Geralmente minhas lágrimas
são feitas doutra substância:
palavras, palavras, palavras...
Mas não são raras as vezes
em que estas, no auge da angústia
me faltam...
Então, lágrimas humanas
rolam...
Se toda angústia minha
fosse na alma somada,
estaria o mundo perdido,
a terra, inundada.
Sorte transformar em verso e prosa
o que a alma sofre
silenciosa, seca, desgostosa!

Fonte: Um espelho só - Kelly Adriani Ferretti

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

NECESSIDADE DE ENCONTRAR PALAVRAS CERTAS

Pensei... pensei mil palavras discretas.
Mais na soma final de tanto pensar
encontrei apenas algumas palavras certas!

Que servissem para descrever
não apenas aquele imenso azul do mar;
ou o brilho desconcertante das estrelas.
Mas descrever algo mais belo,
intenso e repleto de significado.
Algumas palavras para descrever
o valor da tua amizade!
Porque agora sei que a noção de valores
jamais será exata.
Por essa razão faço uso da palavras sinceridade
para dizer o quanto sou grata,
por tê-la como aluna, por alguns meses,
mas amiga, para toda eternidade!

Fonte: Um espelho só - Kelly Adriani Ferretti

Saudação amorosa

Fonte: http://arte.vital.zip.net/

Olá, Minha perda de sono!
Sim, por você perco as noites
E, quando as encontro, é tarde:
Já sonhei o que não devia,
Com quem não devia
E agora o peito infeliz arde!

Arde porque sonho
(mesmo o sonho não devido).
Tudo é detalhadamente perfeito:
Eu o vejo, posso tocá-lo e sentir seu beijo.

Por essa razão é tão perfeito.
É sonho que não se realiza,
Só se repete,
Noite após noite,
Condenado à inércia do sono
O que seria uma explosão de vida.

Fonte: Um espelho só - Kelly Adriani Ferretti

terça-feira, 27 de julho de 2010

Mundo imundo

Vejo o mundo imundo.
Não por vontade própria!
Se é o homem quem o faz
e a historia
não é o mundo imundo
é o homem que almeja
sempre o futuro,
mas que, no fundo, sempre deseja
um mundo escuro.

Para que não se veja
A altura dos muros
Que são muralhas disfarçadas
Na idéia de fronteiras:
Dividimos o universo,
O espaço terrestre
E até mesmo as estrelas.

E eu pergunto:
Será o mundo?
Ou será apenas o homem
Desprovido de tudo,
Abdicando o seu mundo
Ao vento, ao esquecimento,
Sem jamais declarar amor
Ao seu velho mundo,
Que no fundo é limpo e puro?


Kelly

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Mensagem para entes queridos: minha mãe e meu filho!

Ausência... Ausência; dolorosa ausência!
Ausência de quem me fez existir
E daquele que foi e será parte de minha existência!

A querida mãe que me concebeu
Quis Deus para junto de si.
Na mão-de-obra celestial de anjos
Assim, minha mãe quis incluir...

Meu querido filho, tua voz já não ouço.
Teus passos não mais os acompanho.
Mas minha alma materna voa sublime
Pelo céu das infinitas lembranças.

E assim, entre vôos e caminhadas,
Entre respingos de felicidade
E os espinhos afinados da saudade
Eu sigo minha vida de filha
Assim como sigo a eterna maternidade

Kelly
A Maria Eliane Rossi M.